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Palmeiras goleia São Paulo e fatura 24º titulo paulista da história

4 de abril de 2022 - 06:54
Foto: Palmeiras FC

Dia histórico! O Palmeiras fez o que parecia impossível e,após sair atrás no jogo de ida, no Morumbi, por 3 a 1, superou o São Paulo por 4 a 0 na tarde deste domingo (16), no Allianz Parque, conquistando o seu 24º título de Campeonato Paulista. Os gols foram marcados por Danilo, aos 21 do 1º tempo; Zé Rafael, aos 27 do 1º tempo; e Raphael Veiga, duas vezes, aos 2 do 2º tempo e, depois, aos 25.

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Esta foi a quarta vez na história que o Palmeiras reverteu uma desvantagem de dois gols de diferença no jogo de ida. As outras foram em 2000, contra o Peñarol-URU, pelas oitavas de final da Libertadores (0x2 e 3×1); em 2008, contra o Vasco, pela segunda fase da Copa Sul-Americana (1×3 e 3×0); e em 2010, contra o Vitória-BA, também pela segunda fase da Copa Sul-Americana (0x2 e 3×0).

Desde 1993, essa foi a 19ª vez que o Palmeiras reverteu uma desvantagem no jogo de ida, considerando qualquer placara e qualquer fase de um torneio (confira a lista completa ao final do texto).

Na história do Campeonato Paulista, somente uma vez um time que tinha perdido a primeira final por dois ou mais gols de diferença conseguiu ser campeão na partida de volta: foi em 2007, quando o Santos perdeu por 2 a 0 pelo São Caetano e devolveu o mesmo placar para ficar com a taça por ter melhor campanha. A reversão com três gols de diferença, portanto, era algo inédito (neste caso, o Verdão foi além e chegou a quatro).

Com o resultado, o Palmeiras conquistou o seu sexto título no Allianz Parque. Além deste Paulista 2022, a arena inaugurada em 2014 registrou as conquistas da Copa do Brasil em 2015, do Campeonato Brasileiro em 2016, do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil em 2020 e da Recopa Sul-Americana 2022.

Em sua casa, aliás, o time palmeirense mantém sua força em jogos de mata-mata.Ao todo, o Allianz Parque já recebeu 33 jogos decisivos de caráter eliminatório e o Palmeiras saiu vencedor na grande maioria deles: 26 vezes no total – em outras sete oportunidades, o time alviverde foi eliminado ou terminou como vice-campeão (confira a lista completa ao final do texto).

E não é só isso! Com a vitória, essa é a primeira vez que a arena esmeraldina registra dez vitórias consecutivas – o Verdão venceu todas desde 26/01 deste ano, batendo, pela ordem, a Ponte Preta (3×0), o Água Santa (1×0), o Santo André (1×0), o Athletico-PR (2×0), o Guarani (2×0), o Santos (1×0), o Corinthians (2×1), o Ituano (2×0), o Bragantino (2×1) e, agora, o São Paulo (4×0). Antes, a maior série de vitórias que a arena já havia registrado havia sido entre 21/10/2020 e 15/12/2020, de nove triunfos.

Além disso, a temporada de 2022 segue sendo a mais vitoriosa e menos vazada do Allianz Parque. Isso porque os números da temporada de 2022 já são os melhores em termos de aproveitamento: 100%. O Verdão venceu os dez jogos que disputou na arena neste ano, marcou 19 gols e sofreu apenas dois (do Corinthians e do Bragantino)! O segundo melhor aproveitamento de pontos em uma temporada na arena é de 74%, em 2017 (20 vitórias e cinco empates em 29 jogos).

Já o segundo melhor percentual de vitórias pertence às temporadas de 2017 e de 2019, empatadas (69% – 2017 registrou 20 triunfos dos 29 disputados e 2019, 18 vitórias de 26 jogos); enquanto a segunda menor média de gols sofridos é de 0,46 gol sofrido por jogo, em 2019 (12 gols sofridos nas 26 partidas que disputou) – a média atual é de 0,22 (dois gols sofridos em nove partidas).

E, por fim, a segunda menor quantidade de gols sofridos pelo Palmeiras na arena, em números absolutos em uma mesma temporada, foi de três bolas na rede, em 2014 (entretanto, o Verdão disputou apenas duas partidas naquele ano na arena, que aliás, foi a temporada inaugural do novo Allianz Parque).

A vitória, o título e os recordes no Allianz Parque reforçaram ainda outra estatística: o Tricolor continua sendo a maior vítima do Verdão na arena (foram 15 jogos no local, com dez vitóriaspalmeirenses, por qualquer competição – houve ainda dois empates e três triunfos tricolores). O Fluminense é o segundo adversário contra o qual o Alviverde possui mais triunfos no local (8). No geral da história do estádio, considerando qualquer forma física que a arena, inaugurada em 2014, já possuiu outrora, o Tricolor foi recebido 51 vezes e o Verdão venceu metade dos confrontos: 26 vitórias, 12 empates e 13 derrotas.

Com seu 24º título do Campeonato Paulista assegurado, nem todas essas conquistas do Verdão (ou os vices) foram em finais de mata-mata, pois muitas foram disputadas no sistema pontos corridos, em diferentes regulamentos regidos ao longo da história do Paulistão. Desta forma, esta foi a 15ª edição cuja final é decidida, de fato, em um jogo eliminatório, e agora o Maior Campeão do Brasil possui retrospecto favorável: oito vitórias contra sete reveses (confira a lista completa ao final do texto).

Além do mais, este foi um título conquistado contra o terceiro rival paulista em pouco mais de um ano, pois o Alviverde havia se sagrado campeão paulista contra o Corinthians e da Libertadores diante do Santos, ambos pela temporada 2020. A finalíssima contra o Corinthians, no Allianz Parque, aconteceu no dia 08 de agosto de 2020; já o duelo decisivo com o Santos, no Maracanã, foi em 30 de janeiro de 2021.

E se considerar as decisões apenas contra o São Paulo ao longo da história envolvendo diretamente os dois clubes (ou seja, no qual Verdão ou Tricolor poderiam ter se sagrado campeões, tanto em uma final direta eliminatória ou em jogo de pontos corridos dependendo apenas de si próprio), este foi o nono confronto decisivo, e agora o Alviverde desempatou:cinco vitórias do Palmeiras (Paulistas de 1942, 1950, 1972 e 2022; e Brasileiro de 1973) contra quatro do São Paulo (Paulistas de 1943, 1971, 1992 e 2021).

Desta forma, o Maior Campeão do Brasil defendeu o posto de segundo maior vencedor isolado do Paulistão, 24 títulos estaduais, atrás só do Corinthians, com 30. Antes de entrar em campo, com 23 títulos, contra 22 do São Paulo, caso deixasse a conquista “escapar”, seria igualado pelo rival com 23 conquistas – portanto, continua absoluto no posto, garantindo a manutenção da marca com brio!

ASPECTOS INDIVIDUAIS

Dono de diversos recordes pelo clube, Dudu se tornou o maior campeão do Palmeiras neste século, agora de forma isolada,chegando ao oitavo título no Verdão. Antes, dividia o posto com o goleiro Jailson, com sete taças. Contratado em 2015, o camisa 7 acumula os títulos da Copa do Brasil (2015), do Brasileirão (2016 e 2018), da Libertadores (2020 e 2021), do Paulistão (2020 e 2022) e da Recopa Sul-Americana (2022), enquanto Jailson, no Palmeiras de 2014 a 2021, comemorou a conquista das Copa do Brasil de 2015 e 2020, dos Brasileiros de 2016 e de 2018, das Libertadores de 2020 e de 2021, e do Paulista de 2020.

Até aqui, ao todo, o atual camisa 7 já disputou 349 jogos, marcou 77 gols (sendo o artilheiro número um do Verdão neste século) e concedeu 84 assistências (do atual elenco, também é o líder). Além dos troféus e de vários prêmios individuais, o Guerreiro do Verdão, também é o principal goleador na era do Brasileiro de pontos corridos (43) e segundo em toda a história da competição nacional, atrás apenas de César Maluco (61), o recordista de partidas no Allianz Parque (inaugurado em 2014), palco do duelo desta tarde, com 151 jogos, o que mais venceu (108 vitórias), o que mais fez gols (36) e o que mais assistências concedeu no local (38).

Mas a maioria dos feitos individuais fica mesmo por conta de Abel Ferreira, que, já eternizado na história do Palmeiras, cada dia mais vem aumentando seu tamanho nesta agremiação centenária.

Com a taça, o português se tornou um campeão multidiverso, sendo oprimeiro técnico da história do clube a colecionar pelo menos um título de campeonato estadual, um de campeonato nacional e um de campeonato internacional.

Além disso, Abel se tornou o primeiro técnico estrangeiro campeão paulista desde Bela Guttmann, húngaro do São Paulo em 1957 e, desta forma, o Campeonato Paulista voltou a ter um time campeão paulista dirigido por um treinador de outra nacionalidade. Pelo Alviverde,último técnico estrangeiro a ter se sagrado campeão paulista foi o uruguaio Venutura Cambon, em 1950, enquanto o último europeu a erguer o Paulistão pelo Alviverde foi o italiano Caetano De Domenico, em 1940 (82 anos atrás). O argentino Filpo Nuñez, com o Rio-São Paulo de 1965, também é um dos técnicos estrangeiros a ter sido campeão pelo Verdão.

Este foi o 21º clássico disputado por Abel Ferreira no Verdão (considerando os três rivais), e o português leva vantagem: dez vitórias, seis empates e cinco derrotas (o time marcou 30 gols sob o seu comando e sofreu 18). Destes, foram 11 contra o São Paulo (três vitórias, quatro empates e quatro derrotas); além de quatro jogos contra o Corinthians (uma vitória, uma derrota e dois empates); e outros quatro duelos contra o Santos (quatro vitórias, 100% de aproveitamento).

E na ‘Era Abel Ferreira’ (ou seja, desde quando o português assumiu o comando do time), houve ainda duas partidas dirigidas pelo seu auxiliar João Martins (o primeiro clássico da Era Abel, empate por 2 a 2 contra o Santos na Vila Belmiro pelo Brasileiro de 2020, e outro também contra o Peixe, vitória por 2 a 0 pelo Brasileirão de 2021).

Além disso, este foi o quinto título e a nona final de Abel Ferreira no Palmeirasem 16 meses de clube! Um feito incrível. Com esse número de decisões, ele já é o segundo técnico da história do clube com mais finais eliminatórias de campeonato disputadas, apenas uma atrás de Felipão, recordista, com dez(conferir lista ao final da matéria).

Em jogos eliminatórios, esta foi a 26ª disputa de Abel e sua comissão, considerando duelos que valiam acesso à próxima fase ou título de qualquer competição. Deste total, foram 19 vitórias, contra sete vezes em que ficaram pelo caminho ou com o vice – saldo extremamente favorável; E se no geral o retrospecto de Abel em mata-mata é avassalador (disputou 26 e venceu 19), no Allianz, é praticamente impecável: foram 12 disputas ao todo, com 11 vitórias e um único revés! (conferir lista ao final da matéria).

O JOGO

Apoiado pela torcida na véspera do clássico, que não deixou de acreditar na conquista em momento algum, o Palmeiras entrou em campo mostrando determinação desde os primeiros movimentos e praticamente não deu espaço para o rival atacar em toda etapa inicial.

Já aos 10 minutos de jogo, polêmica: o Palmeiras, com Danilo, finalizou, e a bola tocou na mão do defensor são-paulino na área tricolor em lance muito similar ao de Marcos Rocha na partida de ida, em que foi anotado penal para o time rival, que saiu na frente. Desta vez, entretanto, a arbitragem não adotou o mesmo critério após consultar o VAR.

Aos 21 minutos, o Palmeiras abriu o placar com bola rolando, após cobrança de Scarpa, curta, em Marcos Rocha, que voltou para Scarpa; o camisa 14, por sua vez, cruzou na medida para Danilo, em posição legal, cabecear com precisão e abrir o marcador.(Palmeiras 1×0 São Paulo)

Não demorou muito e, aos 27,o Verdão, embalado, ampliou a vantagem com Zé Rafael, após Veiga cruzar na linha de fundo com força, a zaga rival tirar e, na sobra, o camisa 8 dominar e chutar cruzado – a bola bateu na trave entrou. (Palmeiras 2×0 São Paulo)

Inclusive, na última vez que o meia Zé Rafael havia marcado, foi em uma final, no último dia 02 de março, e também teve gol de Danilo, no Allianz Parque, e coincidentemente em uma partida que valia troféu, contra o Athletico-PR: era a decisão da Recopa – ele fez gol de falta após Danilo marcar o primeiro. O Alviverde foi campeão vencendo por 2 a 0 naquela ocasião após empatar a ida na Arena da Baixada com gol de Raphael Veiga.

Veiga que, inclusive, deixou sua marca e ampliou para 3 a 0, fazendo o placar que o Palmeiras precisava para decidir. Foi no segundo tempo, logo no início, aos dois minutos da etapa final, após linda tabela com Dudu e alcançar a bola de carrinho para alegrar a torcida presente no Allianz Parque (Palmeiras 3×0 São Paulo)

E Raphael Veiga se consolidou mesmo como herói da partida ao marcar o quarto gol e liquidar de vez a histórica conquista, anotando o seu sétimo gol no Paulistão (artilheiro do time no torneio) e o décimo na temporada (também goleador máximo da equipe na temporada). Além disso, foi o nono gol do camisa 23 em finas de campeonato, sendo o jogador que mais marcou em decisões pelo Verdão (no jogo passado, fez o gol do Verdão que acendeu a chama que ainda manteve viva a esperança de título no revés por 3 a 1  no Morumbi, após o time sair perdendo por 3 a 0, chegando a sete gols em finais, superando os seis de Evair em decisões – o Matador era, até então, o goleador máximo da história do Palmeiras em finais eliminatórias).

O quarto gol do Verdão na partida (segundo de Veiga no jogo) se deu após Arboleda sair jogando com Igor Gomes, e Zé Rafael desarmar. O volante alviverde tocou para Gabriel Veron, que, por sua vez, achou o camisa 23. O meia, então, dominou, e tirou a bola do arqueiro tricolor Jandrei, aos 35 minutos. (Palmeiras 4×0 São Paulo)

Sem reação e com psicológico visivelmente abalado, o São Paulo praticamente não conseguiu reagir até o fim da partida, e então coube ao Alviverde apenas administrar para consumar o seu 24º título paulista de forma heroica.

RETROSPECTO 2022

Após fechar a 12ª e última rodada da fase de grupos com empate contra o Bragantino, fora de casa (1 a 1), o Palmeiras somou 30 pontos e encerrou sua participação nesta etapa do certame como o novo recordista em número de pontos alcançados por um time na primeira fase do Paulista desde que possui este formato (2017 em diante). Até então, a pontuação máxima de uma equipe na fase preliminar havia sido de 27.

Além da melhor campanha em pontos (30), o Maior Campeão do Brasil encerrou a primeira fase do Paulista 2022 como detentor de outros recordes: detém o maior número de vitórias (nove), a defesa menos vazada (três gols sofridos) e o melhor saldo de gols da competição (14).

Aliás, o fato de ter consumado a melhor defesa da fase de grupos na edição de 2022 (três gols sofridos) fez com que o Palmeiras atingisse este feito em cinco das últimas seis edições, pois, desde 2017, apenas em 2021 o Verdão não encerrou a primeira fase como dono da melhor defesa considerando os 12 primeiros jogos da fase de grupos, na qual todas as equipes possuem o mesmo número de partidas.

E não é só no Paulistão. O ano está apenas no início de abril, mas em 2022, o atual bicampeão da Libertadores já sagrou-se vice-campeão mundial, campeão da Recopa Sul-Americana e agora campeão paulista, e sofreu uma única derrota temporada de forma geral (justamente na partida anterior, contra o São Paulo), possuindo ainda 13 vitórias, quatro empates – as partidas da Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2021 não entram na conta, pois eram referentes à temporada passada. Nos últimos 25 jogos, houve apenas duas derrotas (para o Chelsea, nos acréscimos, e hoje), além de 17 vitórias e seis empate

Redação Agora1
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