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Adesão à Greve Geral foi de 99% na UEPG; diz sindicato

17 de junho de 2019 - 07:21
Rodrigo Czekalski

A adesão à Greve Geral contra a Reforma da Previdência atingiu 99% na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) nesta sexta-feira, 14/06.

O Sindicato dos Docentes da UEPG (SINDUEPG) contabilizou que praticamente todas as salas de aula dos campi Uvaranas e Central estavam vazias. Professores, funcionários e estudantes fizeram piquetes nas entradas principais da UEPG e, a partir das 9h, somaram ao ato na Praça da Igreja dos Polacos, organizado pela Frente Ampla Democrática, composta por

entidades sindicais, estudantis e movimentos sociais populares. Cerca de 1,2 mil participaram da 1ª Marcha da Greve Geral, que saiu da Praça dos Polacos até o Parque Ambiental, por volta das 10h30. “Constatamos hoje que professores, ao lado de estudantes e funcionários, não foram às salas de aulas. A maioria absoluta das salas de aula estava completamente vazia”, destaca a professora Hebe Gonçalves, primeira-secretária do SINDUEPG.

“Professores, funcionários e estudantes sabem a importância da pauta de reivindicações e realmente aderiram à Greve Geral contra a Reforma da Previdência e em defesa da Educação Pública”, completa. A greve neste 14 de junho reúne diversos sindicatos e movimentos sociais contra a Reforma da Previdência em todo País.

O SINDUEPG alerta que a proposta do Governo Bolsonaro acaba de vez com a aposentadoria de todos os trabalhadores e trabalhadoras do País. “Também estamos na luta contra todos os ataques à Educação Pública. Os cortes na Educação em âmbito federal implicaram na UEPG, sobretudo no que diz respeito à pesquisa.

A professora Thais Cristina dos Santos, do Departamento de Serviço Social, destaca a importância das mobilizações dos trabalhadores: “O movimento tem como

objetivo defender os direitos de todas as pessoas. Tratar sobre a Previdência Social é tratar sobre as pessoas que mais necessitam. Não estamos falando daquelas que têm boas condições de renda, mas de pessoas como nós, que precisam ter uma renda, que

precisam ter emprego, que precisam ter seus direitos garantidos. É uma luta para todas as pessoas”, defende. Ao mesmo tempo, a professora ressalta que boa parte da população tem receio de

se manifestar pelo risco de perder efetivamente o emprego. O movimento é muito importante para a gente entender que a luta é para todos. E as consequências vão vir, sejam boas ou ruins”, analisa.

Redação Agora1
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