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Quadrilha que desviou mais de R$ 1 milhão de contas bancarias é presa em PG, Curitiba e Camboriú

25 de Maio de 2018 - 11:38
Imagens Policia Civil

Uma sofisticada e estruturada quadrilha de cibercriminosos suspeita de invadir contas bancárias e desviar recursos foi presa nesta quinta-feira (24) numa operação deflagrada pelo Nuciber (Núcleo de Combate aos Ciber Crimes) da Polícia Civil do Paraná batizada como “Token”.

Até o momento, sete pessoas foram presas e outras cinco estão foragidas ? duas delas a polícia já sabe que estão na Europa. A Polícia Civil do Paraná já fez contato com autoridades federais para tomar as devidas providências.

Com os detidos, a polícia apreendeu mais de R$ 100 mil em dinheiro, cheques, uma máquina que imprimi cartões e caça níqueis, celulares, computadores, relógios e carros de luxo como um Porche Cayene, um Audi Q5 e um Audi A4.

A ação policial aconteceu em quatro estados do Brasil: Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro. Ao todo foram expedidos 25 mandados judiciais, sendo 12 de prisão e 13 de busca e apreensão. Um dos mandados foi cumprido numa cobertura de 480 metros quadrados na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, avaliado em mais de R$ 8 milhões.

Além da cidade do Rio de Janeiro, foram cumpridos mandados na cidade de Itaboraí, interior do Rio, em Curitiba, São José dos Pinhais, Pinhais e ainda em Ponta Grossa, Balneário Camboriú, São Paulo e Andradina (interior de SP).

Durante mais de dois anos policiais do Nuciber investigaram a quadrilha. Eles descobriram que de forma fraudulenta os criminosos obtinham os dados bancários dos clientes e, de posse destas informações, entravam em contato com as vítimas solicitando que entrassem em sites falsos para fazer uma atualização do sistema. Uma das formas de enganar os clientes eram através dos Tokens, que são dispositivos disponibilizados pelas instituições bancárias para realizar movimentações financeiras. Por isso o nome da operação.

No momento em que colocavam os dados, os criminosos copiavam as informações bancárias e começavam imediatamente a fazer transações bancárias. A organização criminosa já desviou comprovadamente mais de R$ 1,2 milhão e a suspeita é que mais de 30 vítimas tenham caído no golpe e o prejuízo pode chegar a dezenas de milhões.

O delegado do Nuciber que coordenou a operação, Demétrius Gonzaga de Oliveira, explica que estes recursos foram usados das mais diferentes formas, desde o pagamento de contas, de multas, até para comprar carros de luxo. A quadrilha agia há pelo menos quatro anos e o delegado acredita que mais vítimas devem aparecer.

“Esta foi a primeira fase da operação. Com os depoimentos e a análise do material apreendido, outras linhas investigativas permitirão a deflagração de novas ações da Polícia destinadas a alcançar criminosos que agem indiretamente para a quadrilha”, explicou o delegado.

“Existem ainda indícios de que esta quadrilha tenha ramificação de hackers de países do Leste Europeu, que teriam a função de criar softwares para aprimorar a ação dos criminosos e tentar ludibriar as autoridades brasileiras”, disse Demétrius. Com a prisão das sete pessoas, os policiais agora vão tentar descobrir como a quadrilha obtinha os dados bancários dos clientes.

Participam da ação policiais do Nuciber, do COPE (Centro de Operações Policiais Especiais), do Nurce (Núcleo de Repressão aos Crimes Econômicos) e do Nucria (Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes). A operação contou ainda com o apoio de policiais civis da CORE (Coordenadoria de Recursos Especiais), da DRCI (Delegacia de Repressão a Crimes Informáticos), do Rio de Janeiro, e ainda da Polícia Civil de São Paulo e de Santa Catarina.

Redação Agora1
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